Competição Materna.

Shirley Schneider. @playtime_with_lucca

Só quem é mãe sabe que competição materna é comum, mas o que fazer para não ser uma mãe assim?

Recentemente uma conhecida postou no facebook que ODEIA grupos de maternidade, pois sempre tem uma mãe julgando ser melhor que a outra. Competição materna.

Até dá para entender a competição entre crianças por um brinquedo, a competição entre adolescentes infantis, a competição no mercado de trabalho. Mas no mundo materno… Sério?

Pior é que existe e é real. Eu adoro participar de grupos maternos e já me beneficiei muito deles. Principalmente quando o Lucca era bebê e eu estava em licença maternidade e me senti muito “isolada” do mundo e das amigas sem filhos. Me fez um bem danado até certo ponto.

Digo até certo ponto pois, na maioria das vezes,  surge aquela discussão:

  • Parto normal, humanizado ou cesárea agendada (Com corte, sem corte, com anestesia, sem anestesia, etc etc).
  • Come placenta (com vitamina, como capsula, como churrasco) ou não.
  • Dá leite materno exclusivamente até 6 meses ou entra direto na fórmula.
  • Amamenta em livre demanda ou controla os horários.
  • Dá chupeta ou não.
  • Desfralda ou deixa a criança ter seu tempo para desfralde voluntário.
  • Tem babá ou cuida dos filhos sozinha.
  • Coloca o filho na escola ou ensina em casa.
  • É mãe de tempo integral ou trabalha fora. 
  • Prefere ter uma carreira profissional ou larga tudo para ficar com filhos.
  • Coloca no castigo ou não.
  • Dá tablet, celular ou não .
  • Deixa a criança chorar até aprender a dormir ou dá colo em livre demanda.
  • Dorme no quarto com os pais em cama compartilhada ou na própria cama.
  • Tem um filho ou dois ou três ou muitos.
  • Faz festa de arromba ou prefere festinha simples em casa.
  • Viaja com filhos ou prefere deixar com os avós.
  • Adota ou tenta Inseminação, FIV, etc.

E por aí vai. E sempre tem aquelas mães que se acham AS DONAS DA VERDADE ABSOLUTA e quem discorda está completamente equivocada. E coitadas das equivocadas pois terão que sofrer com a culpa por estarem erradas. Menos, né?

É claro que existem milhares de recomendações de especialistas para cada ponto acima, mas ainda assim acredito que cabe a cada família pesar todos os pontos e decidir o que é melhor para si. Não cabe a ninguém apontar o dedo e dizer que determinada mãe ou pai está fazendo algo errado.

Infelizmente já vi uma amiga se sentir tão pressionada pela expectativa alheia do tipo de parto que ela poderia ter tido a ponto de ficar frustrada e não conseguir desfrutar o nascimento da criança. A culpa que foi imposta na cabeça dela por ouvir opiniões de outras mães falou mais alto.

Já temos muita responsabilidade e quase nenhuma experiência anterior sendo mães, competir é uma perda de tempo, honestamente.

Ao invés de competir, julgar ou comentar algo desnecessário, escolha elogiar, ver o lado positivo ou até mesmo ficar na sua.

Que a maternidade seja leve, sem neura e descomplicada.

 

 

 




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