Descomplicando as amizades.

Nathalia Brogiatto. @brogiatto

Algumas coisas mudam com a chegada dos filhos, dentre elas, as amizades.

A maternidade te afasta de algumas amizades e te aproxima de outras tantas.

Já havia percebido isto, mas parei pra pensar MESMO quando tive de fazer a lista de convidados do primeiro ano da Clara.

Temos uma família numerosa e muitos amigos, e para conseguirmos fazer uma festinha honesta (oi crise!), rolou uma pré-seleção básica: convidei pessoas que fazem parte da vida dela e que a conhecem! Que foram ao menos visitá-la alguma vez na vida (fui boazinha, vai?).

Olha só, alguns amigos que em um ano não tiveram tempo ou disposição para conhecê-la. Chamei? Não. Fiz isso por rancor? Não. Continuam meus amigos? Da minha parte sim.

Se eu me casasse, por exemplo, com certeza os chamaria. Eles fizeram parte da minha vida, passamos momentos juntos, muitos importantes, mas porque convidá-los para o aniversário de alguém que eles só conhecem por foto?

Fui polêmica? Não sei, ainda não cheguei à uma conclusão. Só espero sinceramente que respeitem e entendam minha decisão.

Quando a gente pari, a sensibilidade aumenta e claro que queremos afeto. Queremos que gostem, liguem, se preocupem com a nossa cria.

Em contraponto chamei pessoas que falo diariamente e não são amigos de longa data. São meninas de grupos de maternidade que me identifico e troco figurinhas.

Muitas delas sabem mais do meu momento atual, se a Clara teve febre ou tá num salto de desenvolvimento e dormiu mal à noite, que minhas amigas da vida.

Nesses grupos consigo expor minhas frustrações, inseguranças e opiniões. A forma que maternamos nos aproxima: são dias e noites trocando informações e desabafos sobre amamentação prolongada, cama compartilhada, livre demanda, criação com apego, antroposofia, BLW, relacionamento…

Sim, a Clara tem um ano, ela “ainda” mama, não chupa chupeta, não toma mamadeira e dorme na minha cama.

Para muitos amigos tudo isso acima indica que eu virei ativista ou que sou radical. Pra mim, estou apenas seguindo meu coração.

Se o seu filho vai nascer de cesárea eletiva, tomar NAN ou chorar no berço até aprender a dormir sozinho, a decisão é sua e o problema também. Não vou opinar em nada, a menos que você me pergunte.

Sinto que muitos se afastaram por achar que eu não vou concordar com alguma decisão e que vou julgá-los de alguma forma.

Na maternidade não há certo ou errado, até porque, cada um sabe onde o “calo aperta”.

Eu mesma sei que seria muito mais “livre”, descansada e independente se ela não mamasse mais no peito, por exemplo. Mas eu escolhi dessa forma, às vezes reclamo buscando empatia, mas não curto que metam o bedelho então fico na minha.

Esse post é um convite para descomplicar as amizades e relações que parecem complicadas pós maternidade.

Afinal, mesmo com maternagens diferentes queremos continuar amizades antigas sem julgamentos e com muita empatia.

Como dizem por aí: #PAS! haha




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