Introdução Alimentar, como descomplicar?

A introdução Alimentar é um novo passo na vida da criança, que tal descomplica-la?

Nathália Pironato. @vidademamaearquiteta

Como sempre amei cozinhar e usar a criatividade,alimentar meus filhos foi ainda mais gostoso, isto contribuiu para aumentar o sucesso das marmitinhas. Estas acabaram invadindo o mundo das redes sociais, e  venho compartilhar a receita de algumas delas com vocês, conforme as idades das crianças. Apreciem e sempre conversem com o pediatra ou nutricionista, combinado?

Aqui em casa começamos nos 6 meses.  Primeiros as papinhas de frutas, depois as de legumes, verduras e proteínas, isto tudo junto ao aleitamento materno, que foi exclusivo até então para ambos. Luís Octávio mamou até 13 meses e Ana Júlia até os 9 meses e meio por livre e espontânea vontade deles.

Iniciamos com as frutas: mamão, banana, maçã, laranja e pera para ambos. Para o Luís Octávio não tivemos nenhum tipo de reação, nem de rejeição. Já com a Ana Júlia tivemos a alergia ao mamão e a banana, pausamos as frutas. Ao retornar, somente a banana que continuou com as reações de vermelhidão na pele, inchaço na área dos olhos e lábios. Ah! E também apresentou prisão de ventre, mas logo depois se normalizou (quase pirei, confesso! rs).

Ao preparar, seguimos a linha de não bater as frutas, nem triturar, raspávamos ou amassávamos com garfo, na medida ideal e aumentávamos aos poucos.

Para o Luís Octávio, a aceitação das frutas foi super tranquila, cruas mesmo, e para a Ana Júlia, ela aceitou somente purês das frutas cozidas, amassadas também, e daí eu congelava algumas para adiantar o tempo de cozimento. As demais, ambos foram iguais, até nas preferências (risos).

 

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Imagens 1, 2 e 3: Meu recipiente de cozinhar ovo que nunca foi usado para a sua função real, mas sim para cozinhar as frutas da Ana Júlia; Panela de arroz com suporte de cozimento no vapor: ora cozinhava com casca – lavando bem, ainda que fossem orgânicas – ora sem, a única diferença era a textura e por fim como as frutas ficavam. Via Arquivo Pessoal.

Fazia assim, de início, pois misturar na introdução não é muito indicado, já que o bebê vai no estágio de conhecer os sabores:

Com frutas

– 1 maçã crua / cozida raspada ou amassada
ou
– 1 pera crua / cozida raspada ou amassada
ou
– 1/2 mamão raspado a polpa
ou
– 1 laranja lima ou mexerica retirava a ‘pele’ que envolve com a casca, e dava as partes para apreciarem, sucesso de caretas e pedindo mais!

Imagem 4
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Imagens 4 e 5: Laranjas descascadas e como ofereço, quando é mexerica, para a Ana Júlia eu pico e para o Luís Octávio, eu deixo os gomos inteiros. Via Arquivo Pessoal.

E depois fui oferecendo melão, melancia, abacate, manga, uva (a principio, tirava a polpa, depois comecei a oferecer cortada na direção longitudinal para não engasgar), ameixa, nectarina, pêssego cru e cozido, entre outras. Até que agora comem todas, salvo ao morango e kiwi que só ofereci após 1 ano e meio, é muito fofo de se ver!

Após conheceram a maioria das frutas, comecei a inovar fazendo combinações entre elas, e eles adoraram. Algumas vezes eu colocava aveia, cereal ou água de ameixa seca para ajudar o intestino da pequena. Iogurte caseiro ou coalhada para o Luís Octávio. Algumas das papinhas eu congelava para adiantar o tempo durante a semana, outras fazia na hora, entre elas:

Combinações

– 1/2 maçã com 1/2 pera cozidas amassadas (e depois picadas em mini-pedaços) com pitada de canela (congelava).

– 1/2 pêssego com 1/2 maçã cozidos e amassados (e depois picadas em mini-pedaços) (congelava).

– 1/2 banana com 1/2 mamão amassados e com laranja / mexerica sem a ‘pele’ em mini pedaços, (servir fresca).

– 1/2 abacate com 1/2 ameixa cozida amassados (servir fresca).

, mesmo assim, além de ter a criatividade na cozinha, eu consultava a lista passada pela nutricionista infantil que contratei, uma consultoria após uma palestra que fui.

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Imagens 6, 7 e 8: Diversas combinações e algumas maneiras de oferecer para deixar o prato convidativo. Via Arquivo Pessoal.

Quando iniciamos as papinhas ‘salgadas’ (sem sal, procuro adiar o máximo esse contato, mesmo que mínimo até consumido pelos adultos por aqui), iniciamos pelo almoço e depois a janta, respeitando as quantidades e componentes, a pequena apresentou prisão de ventre novamente (dança para o bebê fazer cocô, a gente viu MUITO por aqui, que angústia! rs)

Com legumes

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Imagens 9 a 17: Previamente já deixo picado alho e cebola, ou senão pico na hora; utilizo sal somente na nossa parte; utilizo de todas as bocas do fogão para cozinhar, muitas vezes utilizo a panela de pressão para adiantar o processo de cozimento; armazenamento nos potinhos das porções e nas forminhas de gelo de silicone as proteínas. Via Arquivo Pessoal.

Papinha Inicial 1

1 cenoura
1 chuchu
1 mandioquinha
água filtrada q/n
Alho e cebola (processados, textura de pasta)

Papinha Inicial 2

1 fatia de abóbora cabochá
1 batata
1 chuchu
água filtrada
Alho e cebola (processados, textura de pasta)

 

Papinha Inicial 3

1 batata-doce pequena
Meia beterraba (cozida na pressão e acrescentada no final amassada ou picada)1 chuchu
Água filtrada
Alho e cebola (processados, textura de pasta)

Papinha Inicial 4

1 abobrinha (de cabeça ou italiana)
1 cenoura
1 mandioquinha
Água filtrada
Alho e cebola (processados, textura de pasta)

* Vale a criatividade nas combinações, são inúmeras e muito saborosas!

Refogar os legumes picados em pedaços pequenos. O alho com a cebola coloque-os sem casca, também em pequenos pedaços. Cubra-os com água filtrada e cozinhe com tampa fechada, isto faz com que cozinhe mais rápido, pois deve ser feito em fogo baixo até que os legumes estejam macios. Retire, deixe esfriar e amasse com o garfo. Sirva com a redução do caldo que sobrou do cozimento para auxiliar.

– É interessante servir com uma colher de silicone ou macia para evitar a batida na gengiva do bebê, já que eles estão firmando a cabeça ainda.

(Observação A)  Após a fase dos legumes, acrescentar 100g de carne vermelha (uso Patinho moído ou Peixinho desfiado) ou branca (uso sobrecoxa desossada orgânica por ser menos seca que o peito). Ao refogar, opte por utilizar azeite ou outro óleo (côco, canola, etc) não deixe que ‘frite’, use um “fio” ao cozinhar ou ao servir. Ao servir, retirar a carne vermelha ou branca.

(Observação B) Quando for para a próxima fase, ofereça as carnes moídas ou desfiadas junto aos legumes amassados, ou em pedaços bem pequenos.

(Observação C) E a ‘última’ fase, acrescentando arroz (integral), macarrão (integral, de milho de arroz ou outro), quinoa, fubá (polenta), tomate picado ou batido para incorporar, feijão (caldinho e depois os grãos), lentilha (caldinho e depois os grãos), grão de bico, verduras, como acelga, couve, espinafre, alface, rúcula, talo de beterraba, folha de espinafre, brócolis, couve-flor, escarola, entre outros.

Gosto bastante de utilizar os pacotes que tem os 7 grãos, também gosto de colocar manjericão, salsinha, cebolinha, salsão, talo de erva doce, alho poro, entre outros e vou variando, só para dar um ‘bouquet’.

 

Rendimento

Varia entre 2 e 3 porções iniciais, e conforme o passar dos meses, o aumento dos ingredientes é gradativo, mantendo o equilíbrio dos alimentos.

Com o passar do tempo, já vamos conhecendo os alimentos que eles gostam mais.

Espero que gostem, ‘comam fora da caixa’, é mais saudável, pratiquem #cozinhaterapia, é muito bom! Vale ressaltar que imprevistos e emergências acontecem, então o socorro a industrializados é um achado, manter o bom senso e contar com produtos de qualidade nessas horas faz parte. E quando forem sair, tentem utilizar potinhos que mantenham a temperatura, assim vocês levam a comida de casa e ainda economizam!

Combinado?

Com carinho,

Ná Pironato.




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