Os “Nãos” fazem parte da educação

Juliana Pelizzari Rossini. @maesemfronteiras

Essa palavra tão pequena, nem sempre é fácil ser dita por alguns pais.
Dizer Não é necessário, porque nem sempre a vida dirá Sim para nossos filhos. Não temos controle sobre o outro, sobre tudo que passará pela vida dos filhos.

– Terão colegas que vão rejeitar a amizade dos nossos filhos.
– Terá vaga de emprego perfeita para nossos filhos, que será preenchida por outra pessoa.
– Nem todo amor será correspondido, enfim, muitos “Nãos” viram pela frente.

E com os pais (pai e mãe) não são diferentes.

Nós somos os adultos e temos a perfeita noção (ou devemos ter), do que é bom ou não para nossos filhos, segundo a nossa percepção de perigo, educação, valores, etc.

Ao contrário do que se pensa o Não dos pais não é rejeição, e sim é preocupação, é percepção de perigo e caminhos não tão seguros e honestos, é educação, é ensinamento para a vida… Ou pelo menos deveria ser baseado em tudo isso que falei…

A palavra “Não” precisa ser usada de diferentes maneiras ao longo da vida.

Até os 2 ou 3 anos de idade, onde a criança está explorando o mundo ao seu redor, “o interessante é trocar a palavra Não por mudança de cenário”, ou seja, retirar a criança do local de perigo, oferecer outras coisas, desviar ou evitar locais e situações que causem alvoroço em determinados momentos…

Por exemplo, se a criança vai colocar o dedo na tomada e você diz apenas “não, ai não pode”, automaticamente gera uma curiosidade. Se você disser para a criança que vai tomar choque, é dodói, e vai para o hospital, ainda sim é bem complicado, porque a criança não entende como um simples buraquinho muito tentador (risos) para se colocar o dedinho, pode ser sinal de perigo. Por isso que vale muito a pena trocar o estímulo da criança naquele momento, oferecendo outra atividade ou brincadeira, ou evitar alguns cenários de perigo.

Após os 5 anos de idade, que a criança consegue ter mais percepção da rotina, do dia a dia em casa, as conversas com os filhos, e a observação deles, dará uma aceitação maior e mais compreensiva dos Nãos que virão pela frente.

Todo “Não” é interessante vir com uma explicação simples, direta e sincera, mas isso depende de cada fase e idade da criança. Para os adolescentes a conversa por vezes é mais intensa, precisa de uma atenção maior nas conversas…

Não tenha medo de dizer Não, de frustrar um desejo momentâneo, baseado nas suas crenças, nos seus motivos, na sua forma de educar.

Não tenha medo de oferecer e educar aos filhos, com o que é coerente com a vida e rotina da família, com a realidade, crenças, valores e intuição… Acho que esse é o caminho e luz para os pais, ou seja, serem coerentes com a realidade e valores de cada família, sem comparação com a educação dos outros pais e famílias.

Eu sou a favor de sempre conversar, explicar os pontos de vistas, e ter uma conversa sincera, por isso eu recomendo sempre esse bate-papo em família.

Não tenha medo de dizer Não, tenha medo de ser incoerente com seus valores, de deixar ser levado pela maioria e não por aquilo que você acredita ser o melhor para os filhos.

Eu sei, eu acredito às vezes o Não dói mais nos pais do que nos filhos, mas eu sei também que precisamos ser mais firmes com nossa maneira de educar, não abrir mão dos limites e crenças… Porque afinal de contas, tudo que desejamos e fazemos é pensando no bem dos filhos, lembre-se disso!

Beijos e até a próxima.
Jú.

Você encontra mais postagens da nossa embaixadora Juliana no blog: http://www.maesemfronteiras.com.br/

 




Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *