Quando me vi uma mãe de UTI- Neonatal

Mãe de UTI- Neonatal sofre em silêncio, mas não está sozinha!

Gravidez, um momento mágico na vida de todas mulheres. Quando descobri que seria mãe, um misto de sentimento veio a tona, uma felicidade imensa, porém, ao mesmo tempo um monte de perguntas: Será que estou preparada? Como vai ser? Será que vou conseguir?

Sim, sabemos que daremos conta, maternidade não vem com manual. Aprendemos naquele momento que entregam aquele bebezinho em nossos braços.

Eu curti cada segundo da minha gestação, sensações maravilhosas quando o bebê mexia. Foi uma gestação um pouco complicada, mas nada que pudesse assustar.

Naquela época, eu com 17 anos de idade, com 29 semanas de gestação, comecei a sentir dores. Corremos durante a madrugada para a maternidade, chegamos e recebemos a noticia que meu menino queria vir ao mundo, que nasceria ao amanhecer do outro dia…

Me senti ansiosa, mas com medo, afinal eram apenas 29 semanas.

Segui internada por quase 6 dias. Médicos tentando fazer um parto normal induzido, as dores pareciam não ter fim. Até que no dia 16/12/2006 resolveram fazer uma cesárea de emergência, e então ás 19h12 da noite veio ao mundo meu menino, com 2 kg, tão pequeno, o vi rapidamente, e então o levaram para a UTI-Neonatal. Ainda com efeito da anestesia, dormi a noite toda, quando na manhã seguinte, veio à notícia: “Seu bebê é muito prematuro, nasceu com algumas complicações e terá de ficar na UTI-Neonatal”.

Eu só queria vê-lo, saber que ele estava bem. Alguns instantes depois, me levaram para que eu pudesse ver o meu filho.

Quando adentrei naquele lugar, me dei conta que era uma mãe de um prematuro, que teria de ter forças para ajudar e cuidar daquele bebezinho tão pequeno. Recebi alta da maternidade e deixei ali uma parte de mim. YURI precisou ficar internado. Era como se o mundo não fizesse sentido pra mim, novamente aquele sentimento de medo me tomava por dentro. Mas eu sabia que meu menino iria sair dali bem, que eu iria leva-lo pra casa.

Seguimos dias a fio, eu ia duas vezes por dia na maternidade para vê-lo, não podia amamentá-lo, mas sabia que outros bebês na mesma situação que ele precisavam de leite materno, então comecei a ir quatro vezes por dia para poder tirar e deixar no banco de leite da maternidade, pois ,assim como ele recebia leite de outras mãezinhas, o meu poderia ajudar a salvar outras vidas que ali estavam.

Eu me desesperei, eu chorei. Me perguntava: por que isso foi acontecer logo comigo?

Conheci muitas mães na mesma situação que a minha. Mães que se apoiavam, que compadeciam dos mesmos sentimentos que davam forças umas as outras.

Então não se desespere, você não esta sozinha.

Foram quase 65 dias de UTI-Neonatal, mas eu jamais desisti do meu filho, e sabia com toda certeza que ele jamais desistiria de mim. Sabia que ele iria sair dali e iria para casa comigo conhecer seu quartinho, este que fiz com tanto carinho e amor, só para aguarda-lo.

E assim foi…

Mães de UTI-Neonatal são guerreiras, passam por um turbilhão de sentimentos. Porém jamais desistem. Sabemos que a força daquele bebê depende da nossa.

Se você é uma Mãe de UTI-Neonatal e está lendo este post nunca perca sua fé e sua vontade de levar o seu  bebê para casa. Não tenha medo de não dar conta, de não saber cuidar. Quando for a hora você vai saber o que fazer, e aquele amor que você sentia desde a barriga, só vai aumentar.

Como disse anteriormente..

Não se desespere, você não esta sozinha.!

Hoje meu Yuri tem 10 anos e é lindo! Foi um guerreiro quando pequeno e esta crescendo cheio de saúde.

Escrito por Suelen Souza, do blog Mãe de um Casal.




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