Seu filho não come? Dicas para ajudar na alimentação das crianças

Por Cátia Noronha – Blog Todas as Mães

Alimentação das crianças é sempre um assunto interessante! Que mãe nunca ficou preocupada com o filho, que come pouco ou com a filha que passou a ser seletiva e exigente demais na hora da alimentação?

Aqui em casa estamos numa fase até que boa, digamos assim. Aos poucos meus filhos estão se interessando mais por saladas e legumes. O meu filho mais velho, de 5 anos, ama frutas, mas por outro lado decidiu que não gosta mais de feijão. Já a filha caçula come feijão, mas não gosta de experimentar frutas novas.

Uma das palestrantes da primeira edição do Descomplica Mãe, que aconteceu em outubro, foi a nutricionista Maria Luiza Petty, autora do livro “Lugar de Criança é na Cozinha”. Ela nos ensinou muito sobre alimentação infantil e tenho certeza que suas dicas poderão te ajudar em casa também!

Em primeiro lugar: Malu Petty explicou que o gosto pelo sabor doce e a aversão pelo amargo/ azedo é inato. Ou seja, já faz parte das crianças. Por isso, temos que ensinar os pequenos a gostarem de amargo e azedo – folhas, frutas e verduras. E como fazer isso?

A nutricionista afirma que uma das melhores formas de despertar o interesse da criança pelos alimentos é levar a criança para a cozinha. Mas não com a obrigatoriedade de comer. “Para cozinhar, a criança pode espontaneamente entrar em contato e experienciar o alimento sob diversas formas, isto é, sentir a textura, o cheiro, realmente mexer e se aproximar do alimento”, disse em sua apresentação.

Malu Petty diz que o processo de familiarização do alimento é mais importante do que comer. Fazer as crianças participarem da escolha e da compra dos alimentos na feira e no mercado também ajudam nessa familiarização.

Outra dica que a Malu Petty deu foi em relação ao exemplo que nós damos. Ou seja, se quiser que o filho coma um prato cheio de “verdinhos”, coma também. Se quiser oferecer uma fruta de lanchinho, dê também o exemplo e coma as mais diversas frutas. As refeições em família têm um peso enorme nessa mudança de hábito. De acordo com a nutricionista, sentar-se com os pais na hora do almoço ou jantar dá a oportunidade para a criança observar e aprender com eles. Porque não adianta você ter uma refeição super saudável e balanceada, mas seu filho não vê o que você come.

E para quem já passou pelo mesmo problema que eu aqui em casa (quando meu filho decidiu que não gosta mais de feijão), a dica é: não force, mas também não deixe de oferecer.

Dá trabalho levar o filho para a cozinha? Dá. Faz sujeira? Ô! É difícil adaptar-se ao horário de refeição das crianças? Muito! Pelo que eu entendi, estamos falando de pequenos sacrifícios mesmo (para quem, assim como eu, não faz nada disso e reclama que o filho não gosta de alface hahah). Mas vale a pena para mudar os hábitos alimentares dos filhos, não é? Importante ressaltar que essas atitudes – levar a criança para a cozinha, dar o exemplo, fazer a criança se familiarizar com o alimento etc – não devem ser pontuais. Deve tornar-se parte da rotina para fazer algum efeito.

Um beijo, Cátia Noronha, do blog Todas as Mães




Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *